Ordo Fratrum Minorum Capuccinorum

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updated 8:16 PM UTC, Sep 23, 2021

Conselho Internacional da Formação

O Conselho Internacional da Formação, presidido por Fr. Charles Alphonse e Fr. Jaime Rey Escapa, respectivamente Secretário e Vice-Secretário do Secretariado Geral da Formação, encontrou-se on-line, pela plataforma Zoom, de segunda-feira, 14, a sexta-feira, 18 de junho. O assunto da semana foi a passagem da Ratio formationis generalis, documento sobre a formação na Ordem já publicado e cuja tradução nas várias línguas está quase concluída, à Ratio formationis localis, ou seja, a sua transposição nas realidade menores, em nível Conferência e, mais ainda, de Circunscrição.

Cada dia seguiu o mesmo esquema: após um momento de oração inicial, houve uma reflexão por parte de um perito; em seguida, houve o testemunho de um confrade que trabalha no âmbito da formação; houve a divisão em grupos continentais, para debate sobre o que se falou; retorno para a partilha; enfim, uma oração de encerramento.

As boas-vindas de segunda-feira foram dadas pelo Ministro Geral, Fr. Roberto Genuin, o qual enfatizou alguns aspectos a serem levados em consideração, primeiro dos quais, a vida fraterna, que, em nível formativo, sente-se dificuldade em viver e a transmiti-lo aos jovens. Depois, agradeceu aos membros do Conselho pelo precioso trabalho que estão desempenhando, recordando a todos que ainda há muito caminho a se percorrer juntos. A primeira reflexão, por sua vez, foi proposta por Pe. Beppe Roggia, salesiano, sobre “Sentido e necessidade da RF localis”: ele falou sobretudo da interculturalidade, isto é, aquele dinamismo que permite não apenas ver a riqueza das culturas, mas também criar um intercâmbio virtuoso entre elas, construindo assim verdadeiras relações fraternas. Roggia afirmou que isto já é um elemento irrenunciável para a formação à vida consagrada hoje.

Terça-feira, coube a Pe. Méthode Gahungu, sacerdote diocesano e professor, apresentar o tema: “O desafio de inculturar o projeto de formação”: um Projeto que queira realmente ser formativo, segundo o relator, deve necessariamente partir da análise da situação de vida e de missão da pessoa a ser formada, pois, do contrário, corre o risco de ser um conjunto de indicações idealísticas que não interessam à pessoa. Os conteúdos da formação e os métodos devem ser inculturados para um diálogo eficaz com o território, partindo de Jesus, que foi um exemplo excepcional de como ter uma mentalidade projetual pronta para enraizar a formação nas culturas.

No dia seguinte, houve a contribuição do ex-Ministro Geral, Fr. John Corriveau, que falou sobre “O carisma capuchinho nas diversas culturas”: do alto de sua longa experiência como Ministro, ele mostrou come, desde o início, nós, capuchinhos, fomos reconhecidos como os “frades do povo”, o que continua ainda hoje em várias partes do mundo, sobretudo através de dois aspectos fundamentais: a centralidade da vida fraterna e a inserção entre os pobres.

A reflexão de quinta-feira foi conduzida por Fr. John Peter, confrade indiano, mestre dos estudantes na França, que, por meio do tema “Inculturar os valores capuchinhos nas culturas e sabedorias locais”, pôs em evidência a importância decisiva das várias culturas no processo de inculturação, sublinhando como, em cada uma delas, há sempre algum elemento a ser mantido e conservado, graças ao qual se pode afirmar com certeza que, até a menor e aparentemente insignificante, tem algo a dizer e dar ao carisma capuchinho.

Sexta-feira, após uma interessante apresentação feita por Fr. Jesús García, capuchinho da Custódia do Equador, sobre “Proteção dos menores e adultos vulneráveis”, o Conselho escutou a síntese exposta por Fr. Mauro Jöhri, outrora Ministro Geral, que retomou e relançou algumas provocações e alguns pontos que emergiram durante a semana. Em particular, Fr. Mauro reafirmou a centralidade da fraternidade formativa, porque forma e introduz a viver juntos como irmãos; fez notar que o conteúdo da Ratio formationis ainda é pouco conhecido e que, portanto, há muito a se trabalhar neste sentido; lançou luzes sobre o risco que corremos de viver a nossa vida religiosa como fuga mundi, enquanto somos interpelados a estar em meio ao povo, apreciando o que de bom há em nossas realidades locais, mesmo tendo que prestar atenção em rejeitar o que é contrário ao Evangelho; enfim, observou como, nestes dias, concentrou-se muito sobre os conteúdos e pouco sobre a metodologia a se seguir para traduzir a Ratio generalis em localis.

O encontro se encerrou com a saudação de Fr. Roberto Genuin, que exortou os conselheiros a envolver mais frades o quanto possível neste percurso de tradução e a prosseguir com confiança.

Última modificação em Sábado, 17 Julho 2021 04:23
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